sábado, 6 de dezembro de 2008

Mapas Mudos de Continentes e Coordenadas Geográficas












Mais mapas mudos: 1) Mapa-Múndi: continentes e oceanos, 2) Coordenadas Geográficas, 3) Europa, 4) Ásia e 5) África.


sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Escritores da Liberdade

Na concepção de Hannah Arendt, duas causas podem ter relação profunda com a crise da educação em nossa época: a incapacidade de a escola levar os alunos para pensar e a perda da autoridade dos pais e professores. Ambas fazem com que as crianças e adolescentes fiquem sujeitos á tirania de uma maioria qualquer (grupo social, tribos, gangs) e de um líder carismático ou populista. Portanto, o ato educativo de Erin é ao mesmo tempo político e ético, porque visa transformar alunos "não-pensantes", "incivilizados", "não-humanizados", em seres humanos que podem exercitar o pensamento crítico sobre a realidade e seus atos; suas propostas de dinâmicas com os grupos leva-os a rememorar situações e rever suas posições na história de cada um, podendo até criar em cada aluno uma nova ética que melhor orienta seus gestos e palavras para evitar magoar o seu próximo. As dinâmicas e debates em sala de aula desmarcaram o recorrente discurso vitimista desses grupos, que tendem ao comodismo da sua desgraça, e ao mesmo tempo projeta no outro a responsabilidade pela sua própria irresponsabilidade ou fracasso como sujeito-cidadão no meio social. é preciso que cada qual se responsabilize e se comprometa "fazer sua parte", ou como diz a velhinha que abrigou Anne Frank: "fazer a coisa certa" ou ética, como uma pessoa comum, anônima, e representante do que é ser civilizado.
Uma educação que não exercita o ato de pensar, com todos os seus riscos, além da própria ausência de pensamento, tem como efeito o não comprometimento, o não tomar decisões, ou não se responsabilizar por elas. "A tarefa fundamental do pensar é descongelar as definições que vão sendo produzidas, inclusive pelo conhecimento e pela compreensão e que vão sendo cristalizados na história. A tarefa do pensar é abrir o que os conceitos sintetizam, é permitir que aquilo que ficou preso nos limites da sua própria definição seja liberado. é livrar o sentido e o significado dos acontecimentos e das coisas da camisa-de-força dos conceitos" (CRITELLI, 2006, p. 80).
É preciso, portanto, criar dispositivos - como ler, escrever, falar elaborado - que "operem como obstáculo para que aqueles que não se decidiram a ser maus não cometam maldades" (CORREIA, A. 2006, p. 50). Conforme diz Arendt: "os maiores malfeitores são aqueles que não se lembram porque nunca pensaram na questão, e, sem lembrança, nada consegue detê-los [...]. O maior mal não é radical, mas possui raízes, e, por não ter raízes, não tem limitações, pode chegar a extremos impensáveis e dominar o mundo todo", como foi a trágica experiência dos regimes totalitários, o nazi-fascismo e o stalinismo.
Para alguns, é insuficiente o(a) professor(a) apenas "fazer sua parte", visto existir um mundo para além dos limites de sua sala de aula. Mas, a lição da professora do filme está em "fazer-bem-sua-parte" exatamente no ponto nevrálgico e temporal que é a educação: ser um ato civilizatório entre o passado e o futuro. Diz ela: "A tarefa da educação é justamente a de apresentar o mundo ás gerações do presente, tentando fazê-las conscientes de que comparecem a um mundo que é o lar comum de múltiplas gerações humanas. Ao conscientizá-los do mundo a que vieram, estas deverão compreender a importância de sua relação e ligação com as outras gerações, passadas e vindouras. Tal relação se dará, primeiro, no sentido de preservar o tesouro das gerações passadas, isto é, no sentido de a geração do presente tomar o cuidado de trazer a esse mundo sua novidade sem que isso implique a alteração, até o irreconhecimento, do próprio mundo, da construção coletiva do passado" (apud FRANCISCO, 2006, p.35).
Tal posicionamento pedagógico-político-ético da função docente deve ser marcado pela sua autoridade, sensibilidade, e senso de inovação, que ao ser testado na realidade cotidiana da escola costuma pagar um preço em forma de resistências, incompreensões e críticas maldosas. Assim posicionado nesse tripé é que o docente pode tanto se defender dos ataques de fora como resistir ás frustrações advindas do seu próprio trabalho. Também, a partir desse estilo ela pode melhor se preparar para evitar cair no criticismo raso dirigido ao sistema, como forma única de luta; ou seja, a experiência tem demonstrado que muitos na escola e na universidade usam de verbosidade sem ação, não se comprometem de corpo e alma testando táticas inovadas de lutas (no sentido da esquerda política) visando melhorar a qualidade do ensino; outros ficam esperando que o governo ou dono de escola tomem iniciativas, ou autorizem (o)a professor(a) fazer algo inovador no seu trabalho docente no sentido de reverter o baixo rendimento dos alunos, por exemplo.
Que cada professor(a) faça diferença no seu ato de ensinar. O ensino regular visa levar os alunos aprenderem os conteúdos programados pelos currículos. Contudo, não se pode ensinar sem incluir também uma mudança educativa. Um ensino sem educação para o pensar é vazio de sentido prático e existencial. Uma educação sem aprendizagem dos conteúdos também é vazia e tende a degenerar em retórica moral e emocional. Ensinar e educar implicam em responsabilidades: pedagógica, política e moral, dentro e fora da escola; implica, ainda, na responsabilidade do coletivo do professorado de civilizar a nova geração que irá povoar o mundo.
No dizer de Arendt (1989) "A educação é, também, onde decidimos se amamos nossas crianças o bastante para expulsá-las a seus próprios recursos, e tampouco arrancar de suas mãos a oportunidade de empreender alguma coisa nova e imprevista para nós, preparando-as em vez disso com antecedência para a tarefa de renovar um mundo comum".
Nós, professores e professoras, devemos assistir ao filme "Escritores da Liberdade" por várias razões: para que possamos inovar o ato de ensinar adequado á realidade cultural dos alunos; para que, além de ensinar, também possamos adotar uma atitude de pesquisa-ação com os grupos que se formam em sala de aula e na escola, quase sempre atraídos pela semelhança formando grupos narcísicos, cujo sintoma visível é a intolerância para com os demais; para que aprendamos a acolher e contextualizar as situações de vida dos alunos com as de outras vidas relatadas pela história da humanidade - que, através de um diário ou redação qualquer eles aprendam a significar suas histórias com outras histórias; para que os professores do nosso Brasil se empenhem mais-e-mais em ler literatura, porque só podemos cobrar dos alunos esse hábito se nós também nos habituamos a ler, isto é, se ler e compreender já fazem parte de nossa virtude pessoal. (aquele que lê e compreende tem maior probabilidade de escrever suas próprias narrativas); para que os professores façam autocrítica sobre o quantum de paixão (ou libido) têm pelo trabalho com os alunos não deve necessariamente implicar a sua desatenção (ou desapaixonamento) para com os seus próximos: marido, esposa, filhos, etc.
Bom filme pra todos!!!
Filme: Escritores da liberdade (Original: Freedom Writers) País: EUA/Alemanha - Gênero: drama. Classificação: 14 anos. Duração: 123 min. Ano: 2007. Direção: Richard LaGravenese . Produção: Danny DeVito, Michael Shamberg, Stacey Sher. Elenco: Hilary Swank, Patrick Dempsey, Scott Glenn, Imelda Staunton, April Lee Hernandez, Mario, Kristin Herrera, Jacklyn Ngan, Sergio Montalvo, Jason Finn, Deance Wyatt, Vanetta Smith, Gabriel Chavarria, Hunter Parrish, Antonio Garcia.
Sinopse: Hilary Swank é uma professora novata que tenta inspirar seus alunos problemáticos a aprender algo mais sobre tolerância, valorizar a si mesmos, investir em seus sonhos e dar continuidade a seus estudos além da escola básica. Também ela é ousada ao enfrentar os grupos formadores de gangs em sala de aula, levando-os a pensar sobre a formação e ideologia dos próprios.

Autor:
Raymundo de Lima

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Alguns Mapas Mudos e Rosa-dos-Ventos





Quantas vezes eu já passei noites e noites acordada procurando um mapa (exatamente conforme minhas exigências) para utilizá-lo com meus alunos? Mas nem sempre se encontra o que se procura de fato. Então, vou sempre procurar colocar por aqui, em meu blog, mapas, ou outras ilustrações que estejam relacionadas a Geografia. Dá para fazer exercícios com os mapas e a rosa-dos-ventos acima. A sequência é a seguinte: 1) Coordenadas Geográficas, 2) Placas Tectônicas, 3) Rosa-dos-Ventos e 4) Coordenadas Geográficas.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Dia dos Professores - Data muito especial


Verdades da Profissão de Professor


Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.

A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.

Paulo Freire






domingo, 12 de outubro de 2008

Síndrome de Burnout - Professores

A Síndrome de Burnout geralmente agrupa sentimentos de frustração. Seus principais identificadores são: cansaço físico e emocional, apatia e falta de efetivação do eu, desmotivação, insatisfação ocupacional, deterioração do rendimento, perda de responsabilidade. O significado de burnout (“queimando para fora”) é um revide ao estresse ocupacional crônico, não devendo ser confundido com o estresse, que é uma de suas causas. Quando se fala em burnout, três fatores parecem estar integrados: despersonalização caracterizando “não quero mais”, esgotamento emocional envolvendo “não posso mais” e baixa implicação subjetiva ao trabalho individualizando o “não se importar”. O conceito de Burnout surgiu nos Estados Unidos em meados dos anos 70, para dar explicação ao processo de desgaste aos cuidados e vigilância profissional nos trabalhadores de organizações.

FREUDENBERGER (1974), afirma que “o Burnout é resultado de esgotamento, decepção e perda de interesse pela atividade de trabalho que surge nas profissões que trabalham em contato direto com pessoas em prestação de serviço como conseqüência desse contato diário no seu trabalho”. O professor está em contato direto com os educandos, e muita energia é desprendida nesse relacionamento humano, porque ele trabalha as diferenças individuais, deixando-o fatigado, e muitas vezes sentindo que apesar de toda a sua disposição nas interações, o efeito de seu trabalho não é satisfatório. Quando o professor se depara com a falta de importância dada ao seu trabalho, ele entra num processo de defesa e escolhe inconscientemente por não mais se relacionar afetivamente com o seu fazer profissional. Mas como falar em educação sem envolver o afeto? Assim, esse educador já debilitado, sem expectativa e entusiasmo para mudar essa circunstância que lhe aborrece, entra em BURNOUT.

O profissional afetado pela síndrome, freqüentemente está doente, sofre de insônia, úlcera, dores de cabeça, e fadiga crônica. O vandalismo, os ataques a professores, as violências entre alunos, a situação precária das escolas, a falta de valorização do profissional da educação, baixo salário, não reconhecimento, resultam em condições degradantes do labor, fazendo com que o educador entre para o caminho mais inconveniente do esgotamento emocional. “Síndrome de Burnout”, doença profissional particularidade dos educadores afetados por toda essa realidade adversa, que se manifesta pela sensação de impotência diante da realidade habitual, laboral e pessoal, enraizando o nível de desestímulo e renúncia profissional. Esse comportamento é explicado por FRANÇA E RODRIGUES (1997), como “conjunto de esforços que uma pessoa desenvolve para manejar ou lidar com as solicitações externas ou internas, que são avaliadas por ela como excessivas ou acima de suas possibilidades”.O "burnout" na verdade é uma tentativa do organismo de afastar a pessoa da coação, de despertar o mister de se meditar o conceito da própria vida, de parar para pensar. Porém, os profissionais que chegam ao "burnout", são pessoas muito responsáveis, perseverantes, estáveis, e eficazes . No entanto, por serem pessoas de alto nível profissional, cobram muito de si e acabam sendo perfeccionistas e intransigentes , e com essas atitudes não enxergam caminhos alternativos para o profissionalismo, entrando em estresse ocupacional, esgotamento emocional, despersonalização e baixa realização pessoal no trabalho que poderá acarretar doenças físicas, psicossomáticas, psíquicas (depressão), ou sociais (psicopatias).

Autora: Amelia Hamze Profª FEB/CETEC e FISO
Encontrei esse texto na internet, achei interessante. Às vezes podemos estar sofrendo de algo que desconhecemos e, muitas vezes nos fazem acreditar que é apenas "coisa da nossa cabeça". Porém, se existe um problema, precisamos nos tratar para que este não afete a qualidade de nosso trabalho, o que é muito importante. Mas fica a pergunta: como lidar com uma conjuntura que de fato é muito complexa e que parece estar além de nossas possibilidades?

Olha eu aqui novamente

Eu tinha outro blog, mas estava com um problema que eu não conseguia resolver. Então, o que eu fiz? Exclui o antigo e criei esse novo. Eu admito que não sei muito sobre blogs, mudar a configuração, personalizar... mas quero muito aprender, já que pretendo desenvolver um trabalho com meus alunos envolvendo blog. Acredito que o computador e a internet podem ter um uso positivo para o processo de aprendizagem dos meninos, além disso, não gostaria de permitir que estes fossem excluídos do mundo digital. No último dia 07 de Outubro eu participei do Congresso de Tecnologia Educacional aplicada à sala de aula e compreendi que existem muitas ferramentas, atuais, que oferecem possibilidades diferentes para contribuir tanto com o desenvolvimento de um ambiente de trabalho mais agradável quanto para um processo de ensino-aprendizagem também mais agradável.